Walking Dead The Game – Mais do que “só outro jogo de zumbis”

Quantas vezes ao ver um filme de zumbis você não acaba se irritando com as decisões, aparentemente imbecis, que as pessoas tomam? Ou então, quando joga um jogo de zumbis, que basicamente se resume em mirar na cabeça do morto-vivo e clicar até a criatura estar morta? Walking Dead — The Game, da desenvolvedora Telltale Games, não é um jogo exatamente inovador: sua jogabilidade é uma evolução dos point and click, gênero muito popular nos anos 90. No entanto, o jogo brilha em duas categorias: personagens e história.

Baseado diretamente nos quadrinhos de Robert Kirkman, The Walking Dead, o jogo se inicia logo no começo da infestação zumbi, onde você assume o papel de Lee Everett, um professor que é condenado por assassinato e está sendo levado para a prisão. No caminho, o carro onde Lee é transportado sofre um acidente e ele se vê em meio a um mundo infestado por mortos-vivos.

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Os quick-time events realmente conseguem deixar o jogador tenso!

Lutando pela sobrevivência, ele logo cruza o caminho com a pequena Clementine, uma garotinha que está sem os pais. Juntos eles saem em busca de um jeito de sobreviver nesse inferno da melhor forma que podem. Os gráficos lembram bastante a arte dos quadrinhos, além disso o próprio jogo é dividido em episódios, trazendo mais perto de uma série de televisão com direito a acontecimentos do último episódio e cenas do próximo capítulo. O jogo investe muito mais no desenvolvimento dos personagens e o andamento da história, com cada escolha tendo sua repercussão no andamento do jogo, seja pelo que escolhe falar, como decide agir ou quem escolhe salvar. A cada escolha que tenha alguma importância, mensagens aparecem na tela dizendo que fulano vai se lembrar da sua atitude no futuro.

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A relação de “pai e filha” de Lee e Clementine é muito bem desenvolvida. Com certeza é um dos pontos fortes do jogo.

Em algumas cenas de ação o jogo possui uma característica de quicktime event, que podem matar o jogador ou, em algumas situações, alterar o andamento da história. No final das contas, independente do que escolhe o jogo vai acabar mais ou menos da mesma forma, mas isso de maneira alguma o torna ruim, já que o final é realmente bom. Os personagens são muito bem construídos e em muitas situações você chega a criar afeição por eles, como é o caso da pequena Clementine, que faz com que o jogador tenha a mesma preocupação por ela como um pai tem por uma filha.

Mesmo com o gênero zumbi já ter saturado o mercado, Walking Dead — The Game se destaca por seus personagens e sua história sensacional. Se você é fã dos quadrinhos, da série ou simplesmente gosta de uma narrativa bem feita, esse jogo é obrigatório.

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