Vilania Eterna

“O mal venceu.”

E assim começa a primeira mega-saga da DC Comics após o reboot Novos 52, Vilania Eterna, lançada no Brasil entre junho de 2014 e janeiro de 2015, composta por 7 edições mensais com o roteiro de Geoff Johns e desenhos de David Finch. 

FE_Capa1A saga começa logo após Guerra da Trindade, o Sindicato do Crime vindo da Terra 3 chega até o nosso universo – sabe-se lá como – encontrando uma Liga da Justiça já enfraquecida de exaustivas batalhas anteriores. O Sindicato nada mais é do que uma Liga às avessas, composto por Ultraman (um Superman que se fortalece com kryptonita), Superwoman (Lois Lane com o laço da verdade similar ao da Mulher-Maravilha), Coruja (Thomas Wayne que escolheu uma coruja ao invés do morcego como alter ego), Anel Energético (um Hal Jordan medroso e inseguro), Morte Nuclear (versão maligna e horrenda do Nuclear), Relâmpago (velocista psicopata) e Atômica (capaz de diminuir ao tamanho de um átomo).

Ultraman e seu grupo vieram tomar a Terra, após derrotarem a Liga da Justiça e aprisioná-los dentro da matriz energética do Nuclear, libertaram todos os vilões e lhes ofereceram a oportunidade de governar o mundo à uma nova maneira, usando da força e violência para transformar tudo em caos generalizado. Em um mundo onde todos os super-heróis estão mortos ou aprisionados, resta aos vilões se unirem para salvar o dia.

Sindicato do Crime reunindo os vilões da Terra

O responsável por formar uma resistência é Lex Luthor, que ao decorrer da trama descobre que outros vilões também estão insatisfeitos com as ações do Sindicato. Juntamente com Adão Negro, Exterminador, Arraia, Sinestro e os únicos sobreviventes ao ataque à Liga: Batman e Mulher Gato, montam um plano para localizar e destruir Ultraman e sua equipe. É claro que o homem morcego não aceitaria um absurdo desses e até tenta se impor, mas nem com todo seu preparo ele teria chance de executar esse plano sozinho, o que o força a aceitar temporariamente o modo de agir dos super vilões. O alívio cômico fico por conta de Bizarro, um clone prematuro de Superman criado por Luthor que aparentemente possui o cérebro do tamanho de uma cereja e gera momentos bem engraçados.

A revista lançada no Brasil além da saga principal, traz mais duas outras histórias: “Vilania Eterna: A.R.G.U.S.” que aborda a jornada do Capitão Trevor da A.R.G.U.S, tentando recuperar o Laço da Mulher-Maravilha para tentar salvar os super-heróis aprisionados; e “Vilania Eterna: Rebelião da Galeria” contando a trajetória da Galeria, vilões de Central City, tentando lutar contra o Sindicato do Crime.

Johns já vinha fazendo um trabalho excepcional no título da Liga da Justiça e em Vilania Eterna, o roteirista exibi todo seu potencial com um roteiro sem pontas soltas e muito bem trabalhado. Os pensamentos de Luthor enquanto narra os acontecimentos e seus planos dão um destaque à trama. A arte de David Finch tem altos e baixo, quando os quadros exigem lutas sangrentas e mortes, os desenhos são de tirar o fôlego, porém em outras cenas mais simples, os traços preguiçosos geram defeitos até mesmo de anatomia.

Forever Evil, no idioma original, é entretenimento e diversão de qualidade do começo ao fim. Apesar da premissa simples, a narrativa se constrói nos pequenos detalhes e tem um final espetacular. Uma das melhores histórias de super-heróis – sem super-heróis – que li ultimamente.

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