Que episódio foi esse meus amigos? Como podem brincar com nossos sentimentos dessa forma? Porque conseguem nos deixar tão aflitos com um simples season finale, digno de se classificar como um filme de suspense.

Esse foi um episódio contou com 63 minutos e não 90 como prometido, causando falacias entre os espectadores mas tal fato se deve a ausência de comerciais, mas, foi uma hora inteira que nos inseriu diretamente no apocalipse de Walking Dead. ‘Conquer’ no literal ‘Conquistar’ forçou a barra na ação e sentimentos dos personagens.

Com uma linha temporal atípica, misturando inúmeros acontecimentos concomitantes, temos, como primeiro fato, o aparecimento de Morgan (Lennie James) e duas pessoas do grupo dos Wolves, ressalva para ele que, após todo esse tempo, se tornou um exímio lutador com seu ‘cabo de vassoura’, deixando os dois Wolves inconscientes e partindo sem tomar um soco.

Temos Aaron (Ross Marquand) e Daryl (Norman Reedus) seguindo rastros de algum sobrevivente pela floresta, e ao encontra-lo, o observam de longe e encontrando perigos, digo, um armazém com comida enlatada. O destino dos dois cruza com o de Morgan no maior momento de apuro, resultando em cenas dignas de sobrevivência que há muito tempo não víamos.

Rick (Andrew Lincoln) acorda e descobre que haverá uma reunião em seu nome, para decidir seu futuro numa espécie de júri popular com todos dando opiniões. E desenvolvendo um plano B caso a situação se aperte, tudo com aprovação de seus aliados.

Sasha (Sonequa Martin-Green) tem seus problemas psicológicos seriamente agravados ao mesmo tempo que o Padre Gabriel ‘Idiota’ Strokes (Seth Gilliam) deseja a morte sem motivo aparente, o destino dos dois se cruza no momento do ‘julgamento’ de Rick quando desesperada, Sasha, procura o Padre em busca de perdão e tudo que ganha é ódio e repúdio por parte do religioso, gerando uma briga e a quase morte do sacerdote, se assim merece mesmo ser chamado.

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A eterna luta entre o ‘babaca’ Nicholas (Michael Traynor) e Glenn (Steven Yeun) finalmente chega a um desfecho com direito a tiro e uma boa luta, ponto para Gleen!

Carol (Melissa McBride) coloca as mangas de fora e ameaça Pete (Corey Brill) mesmo sem muita importância, tal conversa gera bagagem para uma dramatização fantástica durante o julgamento.

Final de temporada né? Então é um bom momento para fazermos as pazes e os que se encaixam nesse pretexto são Abraham (Michael Cudlitz) e Eugene (Josh McDermitt).

Quase todas as tramas se encaminham para um mesmo local, a reunião. Rick sai para seu julgamento, mas percebe que alguém, nesse caso o Padre, deixou o portão de Alexandria aberto, e zumbis entraram. Ele vai a caça enquanto a reunião começa. Opiniões são ditas, fatos levados em conta, tudo é colocado na balança, Carol faz seu teatro magnificamente e Abraham fala muito bem.

Em um final emocionante Rick discursa mais uma vez diante de quase todos:

“Os mortos e os vivos sempre vão entrar porque nós estamos aqui.

E os que estão lá fora… eles vão nos caçar, vão nos encontrar, vão tentar nos usar, vão tentar nos matar.

Mas nós é que vamos matá-los.

Vamos sobreviver.

Vou mostrar como.

Eu andei pensando…

Quantos de vocês eu terei que matar para salvar suas vidas?

Mas não vou fazer isso.

Vocês irão mudar.

Não me arrependo do que falei ontem.

Me arrependo por não ter dito antes.

Vocês não estão prontos, mas precisam estar.

Agora, vocês precisam estar.

A sorte não dura para sempre.”

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A cereja do bolo, logo ao final do discurso, vem com Pete surgindo e ameaçando Rick, encontrando o todo inocente Reg (Steve Coulter) em sua frente. Momentos de tristeza e mudanças de comportamento que impulsionam uma contradição entre Rick e Morgan, e claro, a melhor cena de final de temporada.

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