Análises

Publicado em 16th março, 2018 | by Giuseppe Turchetti

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Tomb Raider: A Origem

E lá vamos nós de novo para mais uma tentativa de vencer a maldição das adaptações de games para o cinema. Seguindo a linha dos jogos, que recomeçaram a história da famosa arqueóloga Lara Croft em 2013, o novo filme esquece que já tentou sucesso nas telonas há anos atrás, quando estrelava Angelina Jolie, e busca nos moldes atuais ganhar destaque com um forte protagonismo feminino.

Sem medo de beber da fonte da qual se origina, o filme dirigido por Roar Uthaug demonstra muito esmero visual ao se aproximar do game em vários momentos da projeção. Cenários e caracterizações acalentam o coração dos fãs. Mesmo que sem grande destaque, o diretor tem sucesso em emular situações do jogo em seu longa, com algumas câmeras lentas propositais que ajudam na impressão que, de alguma maneira, fazemos parte dos movimentos de Lara. A ação é natural e não soa forçada ou como algo fora de realidade. Ponto forte que funciona, especialmente, com aqueles que já jogaram a história de 2013, apesar da ausência de outros elementos presentes nos videogames que seriam incríveis se representados na tela grande.

Por outro lado, um ponto que não funciona tanto assim, nem para os fãs dos games, nem para quem só quer assistir a um bom filme de aventura, é o roteiro pouco trabalhado. É claro que seria impossível colocar aproximadamente 10 horas de história do jogo em um filme de menos de 2 horas e é evidente, também, o esforço dos roteiristas em captar a essência principal do enredo para transformar tudo isso em uma história coesa para o cinema. O problema, na verdade, é a falta de inteligência com que esses pontos são ligados, trazendo personagens rasos e com propósitos bem definidos como recurso de roteiro, com tramas paralelas descartáveis e participações que tomam um tempo importante de tela. A atriz Alicia Vikander, que já venceu um Oscar, é ótima em dar vida a essa renovada Lara Croft. Seu personagem é crível, palpável e tão interessante que, infelizmente, fica o sentimento ruim de que ela acaba perdendo o protagonismo em seu próprio filme, sufocada pelos coadjuvantes que tornam o desenrolar da trama um tanto truncado.

Além do festival de clichês que torna quase tudo previsível, o longa ainda tem seus méritos. A ação é boa, a solução final para a questão da magia tratada na história é safa e inteligente, bem como, vale reforçar, a Lara de Vikander consegue conquistar o público mesmo com a sabotagem do roteiro contra ela. Sem contar os vários fan services proporcionados para os conhecedores da personagem em outras mídias. No fim das contas a obra se mostra competente em apresentar a nova versão de Lara Croft nas telonas, diverte e tem grande potencial para agradar grande parte do público, principalmente os menos puristas e fanáticos pelos games. Como uma boa história de origem, o filme deixa algumas sugestões de pontas soltas para o futuro. Resta torcer pelo sucesso de bilheteria para vermos mais Tomb Raider no cinema.

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Sobre o Autor

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, curso de Web Design, empregado no setor de TI como analista de suporte e desenvolvimento e colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté. Respiro o universo Geek todo o tempo. Os assuntos abordados pelo Censura Geek fazem parte da minha vida e é de grande satisfação deixar minha opinião aqui. Sou gamer desde a geração Atari, tive muitas HQs na infância, filmes e séries sempre me fizeram companhia. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!



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