Análises

Publicado em 15th dezembro, 2017 | by Giuseppe Turchetti

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Star Wars: Os Últimos Jedi

Figurão entre as franquias mais importantes, populares e rentáveis do cinema, Star Wars consegue ainda, apesar da avançada idade, o incrível efeito de superar as expectativas do público para cada filme anunciado. Com esse novo episódio, o oitavo da série principal, não foi diferente, tornando-se o provável longa mais aguardado de toda a história da galáxia muito, muito distante.

Depois de iniciar uma nova saga em 2015, com Star Wars: O Despertar da Força, foram deixadas mais questões em aberto do que os fãs poderiam esperar. Dois anos passados, a ânsia por respostas e a grande e esperança pela continuação da história alçou ao filme uma responsabilidade, no mínimo, difícil de lidar. Além disso, a morte de Carrie Fisher, eterna princesa Leia, gerou grande medo acerca de mudanças drásticas na história previamente elaborada, que contava com a presença da atriz para mais um longa que deve chegar às telas em 2019. Nesse contexto complicado é que se destaca o diretor e roteirista Rian Johnson, que fez parecer fácil assimilar tamanho universo com simplicidade e eficácia.

Não que Star Wars: Os Últimos Jedi seja um filme fácil. Longe disso. A trama conta com vários núcleos, muitos personagens a serem melhor desenvolvidos, revelações e reviravoltas, o que o torna denso. O início mostra cenas de ação espacial incríveis, tirando grande parte do fôlego do público logo de cara. Após, porém, a apresentação frenética, esse ritmo é justificado pela freada que o roteiro apresenta em seu segundo ato. A necessidade real de aprofundar personagens e engrossar o escopo da mitologia da saga impede que a história caminhe para frente por um grande período. A montagem que acompanha os núcleos de forma intercalada ajuda no dinamismo e o roteiro, bem como diálogos, são excepcionalmente bem escritos. Ainda que tudo funcione de forma bem encaixada e não haja exageros, acaba inevitável a sensação de demora até que se chegue ao ato final.

Tecnicamente, não cabe outra palavra que não seja deslumbrante. Os Últimos Jedi é impecável na trilha sonora envolvente, nos efeitos visuais, sejam gerados por computador, sejam práticos, na montagem já supracitada e nas atuações. Não só Carrie Fisher entrega sua general Leia carregada de emoções fortes advindas da guerra, mas Mark Hamill surpreende com o Luke Skywalker que todos mereciam ver. Aliás, não só o ator contribui para isso como, finalmente, o Jedi tem oportunidade de mostrar o porquê de ser tamanha lenda. Finn (John Boyega) e Rose (Kelly Marie Tran) têm suas missões paralelas que, embora possam soar desnecessárias no final, seguem o propósito maior do episódio. Já o Supremo Líder Snoke (Andy Serkis), Kylo Ren (Adam Driver) e Rey (Daisy Ridley) têm os arcos mais interessantes do longa, todos com ótimos momentos, ainda que Snoke acabe, infelizmente, subutilizado.

Rian Johnson alcança o mérito pelo excelente trabalho em fazer o filme “mais Star Wars” dos últimos tempos e, mesmo assim, ser simultaneamente o mais diferente de todos os outros. Esbanjando coragem em desconstruir quase tudo que acompanhamos até agora e inteligentemente expandindo a mitologia caminhando para frente historicamente, o diretor ainda alia sua grande jornada a uma fotografia digna de lindas pinturas. Além de, é claro, deixar explícita sua pretensão em relação ao significado maior de Os Últimos Jedi: a passagem do velho para o novo. Mais uma nova esperança afrente.

Sendo um filme que consegue despertar não só A Força, mas também a surpresa nos espectadores mesmo depois de 7 episódios ao longo dos últimos 40 anos, Star Wars: The Last Jedi (no original) atinge o grande feito de se abrir para um futuro promissor que parece, ao menos, ter muitas novidades a serem contadas. Que venha o episódio IX!

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Sobre o Autor

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, curso de Web Design, empregado no setor de TI como analista de suporte e desenvolvimento e colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté. Respiro o universo Geek todo o tempo. Os assuntos abordados pelo Censura Geek fazem parte da minha vida e é de grande satisfação deixar minha opinião aqui. Sou gamer desde a geração Atari, tive muitas HQs na infância, filmes e séries sempre me fizeram companhia. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!



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