Análises

Publicado em 19th maio, 2017 | by Giuseppe Turchetti

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Rei Arthur: A Lenda da Espada

king_arthur_posterHá muito venho afirmando sobre as maiores tendências contemporâneas que a indústria cinematográfica vem insistindo na utilização desenfreada: a recontagem de histórias clássicas da humanidade e a necessidade da criação de franquias de múltiplos filmes. E adivinhem? Temos aqui mais um título que se encaixa perfeitamente nessa fórmula. O que por si só, não é algo ruim.

Pode-se dizer que A Lenda da Espada é cheio de boas intenções. Logo no prólogo é possível notar uma total repaginada no antigo conto de Rei Arthur, introduzindo muito mais fantasia e magia na trama, abusando de efeitos visuais. Evidencia-se, também, que o enredo do filme passa rapidamente pela história que conhecemos e abre caminho para algo grandiloquente, digno de um super-herói medieval.

O diretor Guy Ritchie, conhecido, principalmente, pela atualização de Sherlock Holmes no cinema, imprime todo seu estilo no visual e na montagem do filme. Especialmente na primeira metade do longa, vemos muitas cenas que se intercalam entre o momento presente e flashbacks e flashforwards, criando um dinamismo interessante, porém cansativo aos olhos de um público que nem sempre consegue acompanhar a velocidade dos cortes e diálogos afiados que se misturam. Ao decorrer da projeção, fica a impressão de que tal elemento foi se aprimorando e acertando o passo com o tempo, assumindo um ritmo menos frenético, e até um tanto destoante, porém mais confortável. A assinatura da direção é igualmente perceptível nas cenas de ação, onde Ritchie parece ter bebido na fonte de jogos atuais, como Shadow of Mordor, da franquia Senhor dos Anéis que, aliás, serviu claramente de grande inspiração para vários elementos desse novo Rei Arthur. Visualmente, o filme é muito competente desde figurinos até design dos personagens em computação gráfica.

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O ator Charlie Hunnam dá vida ao personagem título de forma convincente, muito embora seu arco dramático não exija grande atuação. Já o vilão Vortigern, vivido por Jude Law rouba os holofotes. Ainda que o ator aparente ter vestido uma máscara de uma só expressão durante todo o filme, ele consegue soar ameaçador quando necessário, apresentando um porte respeitável de rei sedento por poder.

O resultado dessa união do conto clássico com a estética moderna de épicos fantásticos, com lutas repletas de câmera lenta e efeitos visuais de magia é divertido, sim. Entretanto, a maior de todas as intenções talvez tenha se perdido na execução, que soa como uma aventura genérica, daquelas que até enchem os olhos no momento da exibição, mas somem das nossas cabeças pouco tempo depois. Deixando pequenas pontas soltas e citando outros famosos personagens que nem se quer apareceram dessa vez (pelas barbas de Merlin!), é bem possível que as pretendidas continuações continuem para sempre apenas no plano das tais intenções.

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Sobre o Autor

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, curso de Web Design, empregado no setor de TI como analista de suporte e desenvolvimento e colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté. Respiro o universo Geek todo o tempo. Os assuntos abordados pelo Censura Geek fazem parte da minha vida e é de grande satisfação deixar minha opinião aqui. Sou gamer desde a geração Atari, tive muitas HQs na infância, filmes e séries sempre me fizeram companhia. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!



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