Análises

Publicado em 31st maio, 2017 | by Giuseppe Turchetti

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Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

piratas-do-caribe-posterIndiscutivelmente, a franquia de Piratas do Caribe, baseada em uma atração do parque da Disney, é uma das mais bem-sucedidas dos cinemas, principalmente no quesito bilheteria, o que, convenhamos, é o mais importante para o prolongamento de uma série cinematográfica nos dias de hoje. Mas, infelizmente, é também indiscutível a queda brutal de qualidade, no quesito roteiro, no quarto filme, Navegando em Águas Misteriosas (2011). Além disso, seu protagonista, Johnny Depp, vem vivendo momentos turbulentos em sua vida pessoal, o que pode afetar negativamente sua imagem pública. Seria esse um bom momento para reviver, mais uma vez, a franquia?

Tentando reviver os bons tempos dos primeiros longas, A Vingança de Salazar traz de volta, ainda que completamente subutilizados, os personagens Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley). O foco, porém, é o jovem Henry Turner (Brenton Thwaites), filho de Will, que busca libertar o pai da maldição caída sobre ele nos episódios passados. Para trazer a mesma dinâmica anterior, é apresentada também a astrônoma Carina Smyth (Kaya Scodelario), formando o casal padrão que conta com a ajuda do pirata Jack Sparrow (Depp) para alcançar seus objetivos. Todo esse escopo praticamente idêntico ao primeiro longa, A Maldição do Pérola Negra (2003), portanto, tem o papel dúbio de herói e vilão, já que mantém a fórmula original que faz de Piratas do Caribe o que ele é hoje, ainda que desabe na perigosa mesmice da zona de conforto.

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Mais curto que seus antecessores, e mais conciso, por consequência, o filme consegue entregar um bom ritmo, com muitas cenas de ação espalhadas por toda a duração. Cenas de ação estas que merecem todo mérito pela beleza. Não só a direção de arte é fantástica, como em toda a série, como os todos os efeitos, computação gráfica e fotografia são impecáveis. As soluções visuais são muito interessantes, com destaque ao vilão-título e seus asseclas, que parecem estar sempre debaixo d’água, ainda que não estejam, com movimento nos cabelos e roupas. Mais uma menção honrosa necessária é que, surpreendentemente, muitos momentos são realmente engraçados, nem sempre por conta de Sparrow, contando com a mesma atuação automática de Depp, que não é ruim, mas apresenta inovação absolutamente nula. A criatividade e o bom uso do 3D são especialmente demonstradas em uma inspirada cena onde Jack briga pela vida enquanto preso a uma guilhotina.

O novo casal de co-protagonistas até se esforça, passando longe, porém, do carisma que Will e Elizabeth emanavam nos longas anteriores. É na vilania, então, que temos as mais acertadas atuações. O já velho conhecido Hector Barbossa (Geoffrey Rush) ganha uma história paralela com mais profundidade e se torna o melhor em tela. Logo atrás, Javier Bardem se entrega a canastrice de seu personagem, Capitão Salazar, sem exageros desnecessários, mas com imponência na medida, trazendo com si sua história passada com o jovem pirata Jack, servindo como uma espécie de origem para ambos.

As ressalvas ficam, realmente, por conta do roteiro que não ajuda a franquia a expandir a vasta mitologia, embora timidamente aprofunde seus personagens. A Vingança de Salazar pode não ser a obra prima que o primeiro filme foi, mas é uma boa repetição de fórmula e atende bem o propósito de ser muito divertido como aventura descompromissada.

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Sobre o Autor

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, curso de Web Design, empregado no setor de TI como analista de suporte e desenvolvimento e colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté. Respiro o universo Geek todo o tempo. Os assuntos abordados pelo Censura Geek fazem parte da minha vida e é de grande satisfação deixar minha opinião aqui. Sou gamer desde a geração Atari, tive muitas HQs na infância, filmes e séries sempre me fizeram companhia. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!



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