Doctor Who | Retrospectiva da 7ª Temporada

Nos campos Trenzalore, na queda do 11th, quando nenhuma criatura puder mentir ou negar-se a responder, uma pergunta será feita – uma pergunta que não deve jamais ser respondida: DOCTOR WHO!?

A sétima temporada de Doctor Who chegou ao fim, a tão aguardada season finale (The Name of The Doctor) foi exibida no sábado, 17, muitos dos mistérios construídos por Moffat foram solucionados e como já era de se esperar novos enigmas foram introduzidos.

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Para acompanhar tudo que foi apresentado na season finale, o Censura Geek preparou uma retrospectiva com os principais pontos dos 7 episódios que compõem a segunda parte dessa temporada.

The Bells of Saint John

A segunda parte da sétima temporada nos apresentou não só a uma nova companion, Clara Oswin (Jenna-Louise Coleman), mas também a um novo ritmo para os episódios que estavam por vir. O showrunner Steven Moffat aparentemente percebeu o futuro caótico que a série caminhava se continuasse no ritmo grandioso, acelerado – e até confuso – de episódios como The Angels Take Manhattan.

Pode não ter sido um recomeço de temporada tão empolgante, mas com um enredo linear e cenas de ação nas horas certas, Bells of Saint John redirecionou nossos questionamentos, agora não sabemos quem Clara realmente é nem como ela pode estar viva após ter morrido  – pela segunda vez no especial de Natal, The Snowmen.

Além disso, esse episódio trás pequenas sutilezas percebidas apenas pelos mais atentos – ou por aqueles que assistiram 3 ou 4 vezes – como o porque de seu título, um livro escrito por Amelia Pond (Karen Gillan), referências à Matrix e termina deixando todos com medo de suas redes Wi-fi e trazendo uma conhecida de outros invernos à tona, a Grande Inteligência.

The Rings of Akhaten

Logo de início, descobrimos a história por detrás da folha seca no livro de Clara “101 Lugares para Ver” que aparece em Bells of Saint John. Doctor (Matt Smith) viaja no tempo atrás de mais informações sobre Clara e acaba descobrindo que aquela folha foi responsável por unir os pais da garota impossível.

The Rings of Akhaten mostra a jovem companion em sua “primeira” viagem para um planeta distante, o enredo é bem amarrado misturando a religiosidade de povos alienígenas com um centro comercial onde as trocas são feitas pela carga emocional que um objeto carrega. Novamente as referências não param: obras de Douglas Adams, faraós egípcios, Indiana Jones e os óculos da Amy são facilmente percebidas pelos olhos e ouvidos dos mais atentos.

A folha seca – aquela do início – é protagonista de uma das cenas mais bonitas e emocionantes da temporada e é acompanhada de um épico e emocionante monólogo do Doctor.

Cold War

Esse não é um daqueles episódios com muita ação, mas é o primeiro em que Clara percebe o quão perigoso as viagens com Doctor podem ficar. A Tardis  acaba os levando para um submarino russo prestes a afundar em plena Guerra Fria. O confronto da vez se dá com Shaldak, um antigo guerreiro de gelo de Marte que ameaça utilizar as armas nucleares do submarino por acreditar que é o último de sua raça e não tem nada a perder.

Em Cold War, a enfase é muito mais nos diálogos e dilemas entre os que estão abordo do submarino do que na ação em si. Matt Smith se destaca bastante com alívios cômicos nas horas certas e pulso firme nas horas difíceis – destaque para a cena na qual sua chave de fenda sônica recebe o ajuste vermelho.

Hide

Um ex-espião e herói de guerra e uma médium investigam uma casa assombrada por um fantasma que sempre aparece na mesma posição pedindo por socorro. A entrada do casal Doctor e Clara nesse episódio é de tirar sorrisos de canto de boba. Ao serem questionados sobre quem são, a jovem companion responde prontamente: “Os Caça-Fantasmas”, em uma menção direta a obra de Dan Aykroyd e Harold Ramis.

Em Hide, Doctor viaja no tempo – mas não no espaço – e tira fotos desde os primórdios até o colapso final da Terra tentando descobrir quem é a misteriosa mulher que se parece com um fantasma. O final é supreendente e a temática amorosa rouba a cena.

Novamente, os diálogos o casal – não no sentido amoroso – de viajantes no tempo são muito pertinentes e as cenas de ação e o ar sombrio que faltaram em Cold War tomam conta do episódio.

Journey to the Centre of the Tardis

O melhor episódio da temporada até agora. Matt Smith em uma de suas melhores atuações – em um ato que ele se arrependerá futuramente – desativa os escudos da Tardis para que Clara possa voar, o que acaba fazendo com que a máquina do tempo se bate e vá parar dentro de um nave de recolhe “sucatas” para vender posteriormente.

Clara se perde dentro da infinitude da Tardis, enquanto Doctor e os donos da “nave sucateira” estão a sua procura, podemos ver um lado obscuro da Tardis: seus sistemas de defesa, a piscina e o sistema de reconfiguração arquitetônica – que basicamente constrói tudo que você precisa.

Journey to the Centre of the Tardis é cheio de referências a história do Doctor, enquanto a Tardis está entrando em colapso, Clara perambula por seu interior e se depara com o berço de Gallifrey do Doctor, a maquete de papel da Tardis, o guarda-chuva usado por ela para alcançar a escada que levava até a Tardis em The Snowmen e tantas outras.

The Crimson Horror

O enredo desse episódio segue uma linha mais corrida, muitas informações em pouquíssimo tempo. Dessa vez quem está em perigo é o Doctor e não se tem notícias do paradeiro de Clara. A atmosfera é bem similar ao de The Snowmen, pois se passa também na era Vitoriana, porém em cidades diferentes. As semelhanças não param por aí, revemos também Vastra, Jenny e Strax que são fundamentais para o resgate do Time Lord.

The Crimson Horror não trás novos mistérios, mas também não soluciona nenhum deles. A grande novidade é que ao retornar para seu trabalho como babá, Clara se depara com fotos suas em diferentes épocas abertas em seu computador, quando questionada pelas crianças ela abre o jogo e revela que viaja no tempo com um alienígena.

The Nightmare in Silver

Doctor leva as crianças, Angie e Artie, que descobriram sobre as viagens no tempo de Clara para o maior parque de diversões do Universo, mas que infelizmente foi desativado por ordens do Imperador após uma guerra que deveria ter extinguido os Cybermen.

O ponto forte de The Nightmare in Silver é a partida de xadrez que ocorre entre o Doctor e o Cyberman que está dentro da mente do Time Lord tentando se apoderar do seu brilhante cérebro. Essa partida vai muito além de um simples xadrez, é uma disputa interna, já que o Cyberman tem acesso a boa parte dos conhecimentos do Doctor e essas são as melhores cenas do episódio.

Matt Smith mostra mais um vez como amadureceu em sua atuação e que merece todo o reconhecimento como décimo primeiro Doctor. Jenna encanta cada vez mais no papel da jovem Clara – existe até um cena em que o Cyberman tenta seduzi-la fingindo ser o Time Lord. O convidado especial da vez é Warwick Davis que interpreta Porridge.

O que vocês acharam dessa temporada até agora? Em breve saí a resenha com spoilers da Season Finale, enquanto isso deixam seus comentários pra gente.

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