Desejo de Matar

Apesar do nome nacional de Death Wish (título original) parecer fazer alusão a Duro de Matar (Die Hard, no original), que também tem Bruce Willis como protagonista, as semelhanças não vão muito além disso e o gênero de ação que ambos apresentam.

Dessa vez, Willis interpreta um pacato médico cirurgião acostumado a salvar vidas antes de tomar gosto por tirá-las de quem cometeu crimes. Não apenas qualquer crime, mas quando um grupo de assaltantes invade sua casa e mexe com sua família, o cirurgião, cansado de esperar pela justiça dentro da lei, começa a aprender a resolver seus próprios problemas. Dessa forma, a trama se assimila muito com tantos outros filmes conhecidos, como a série Busca Implacável, porém com um grande diferencial ideológico.

Desejo de Matar, apesar de se revelar um bom filme, com suspense e narrativa competentes, vai além do cinema pipoca. É, na verdade, uma grande propaganda do pensamento americano. O diretor Eli Roth encontrou uma maneira de levar suas ideias armamentistas para um grande público através de uma boa história. Sendo assim, mesmo que se apoie em um roteiro bem elabora sem grandes complexidades, o excesso de mensagem partidária pode incomodar uma parcela do público.

Diante da proposta quanto a drama de ação, o longa tem momentos de extrema violência e movimentação seguidos de algumas barrigas, preenchidas pelo desenvolvimento cuidadoso do protagonista, tentando tornar mais crível sua virada de personalidade, ainda que tais barrigas se arrastem em certas partes. As histórias periféricas, como o detetive e o departamento de polícia, também engrossam o escopo e dão mais realidade ao filme.

Sem reinventar a roda, Desejo de Matar consegue reunir particularidades desejáveis e se tornar um filme de ação envolvente acima da média mesmo que assuma demais uma lateralidade polêmica com contornos de propaganda em seu meio.

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Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do site Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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