O tão aguardado filme do Mercenário Tagarela finalmente teve sua estreia nos cinemas brasileiros; trilhando o mesmo caminho de outros países, logo no fim de semana de lançamento, Deadpool atingiu o topo das bilheterias e os números não param de subir. Para se ter ideia, o longa conquistou os títulos de maior abertura de um filme com censura 18 anos na história dos Estados Unidos e maior abertura de um diretor estreante, o americano Tim Miller.

O projeto do longa-metragem, estrelado e encabeçado desde o início por Ryan Reynolds (Wade/Deadpool), vem trazer a redenção para os estúdios da Fox que após diversos fracassos de bilheteria, como o incansavelmente citado X-Men Origins: Wolverine (2009), que é ridicularizado de diversas formas durante os hilários 108 minutos de muita ação, membros decepados e referências a cultura pop, finalmente acertaram o tom de um filme baseado em HQs e presenteiam os fãs que há muito esperavam por uma aparição digna de um personagem tão irreverente do universo Marvel.

Logo nos primeiros minutos já somos surpreendidos com o que há de ser a melhor sequência de créditos iniciais da história do cinema, ao som de Angel of Morning de Juice Newton temos os nomes dos diretores, roteiristas e principais atores apresentados de maneira irreverente enquanto objetos voam de um lado ao outro da tela com diversas referências aos filmes de super-heróis.

Deadpool sentado na ponte (trailer)

A trama se divide em dois momentos, em um deles vemos a cena já apresentada nos trailers com Deadpool sentado na beirada de uma ponte desenhando aquilo que pretende fazer ao encontrar seu nêmeses Francis (Ed Skrein) – ou seria Ajax? Enquanto essa cena se desenrola, o mercenário tagarela quebra a quarta parede e conta ao público a história de seu alter ego, Wade Wilson, antes da experiência que lhe concedeu seu fator de cura e aparência repugnante. O interessante é a forma como sua origem é contada, diferentemente dos demais filmes que se dispõem a fazer o mesmo, aqui presente e passado se alternam na telona nos dando um panorama mais abrangente de seu relacionamento com sua namorada Vanessa (Morena Baccarin) e seu amigo Weasel (T. J. Miller), além de explicar o porquê do seu ódio por Francis.

Wade e Vanessa

Outros três personagens marcantes e característicos são Colossus (Stephan Kapicic) com visual bastante fiel aos quadrinhos, Negasonic Teenage Warhead/Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hidelbrand) no papel da mutante adolescente rebelde e Angel Dust/Pó de Anjo (Gina Carano) alvo de várias piadas referentes ao seu passado como lutadora de MMA.

Negasonic, Pool e Colossus

Como não poderia faltar, Deadpool é campeão disparado em referências a cultura pop, desde a engraçadíssima disputa de egos entre Hugh Jackman e Ryan Reynolds, ambos eleitos homens mais sexys do mundo pela revista People – as capas podem ser vistas em dois momentos separados na trama – até citações diretas a Matrix, Senhor dos Anéis, Alien e acredite se quiser, Hora de Aventura.

Contando com um roteiro claramente muito bem trabalhado e excelente escolha de casting fica difícil apontar defeitos e imperfeições, no entanto a caracterização do vilão acaba sendo ofuscada pela atuação fantástica de Reynolds e até mesmo Pó de Anjo que deveria ser apenas sua guarda-costas parece mais ameaçadora que Francis. Vale ressaltar que o longa tem pontaria certeira no timing das piadas, surpreendendo a cada nova fala do tagarela e por último mas não menos importante, a trilha sonora que passeia pelos extremos musicais de diferentes épocas.

O sucesso inegável e surpreendente de Deadpool abre novos horizontes para a aparição de personagens menos conhecidos no mundo dos X-Men, como a própria cena pós-créditos – Curtindo a vida adoidado!!!! – deixa em aberto… será que veremos outros personagens icônicos do universo de Deadpool na já confirmada sequência!? Nos resta torcer para o melhor, caro leitor – Chimichangas!

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