Black Mirror – Sem pé mas com cabeça!

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Meus seriados favoritos se foram… Difícil interessar-se por algum já na 5ª temporada ou mesmo que se atenha correr atrás não é legal.

Black Mirror, indicação de Giuseppe Turchetti, veio para mudar isso. Apesar de ser relativamente antigo (12/2011) tem uma política de exibições bem diferente do normal que me permitiu começar a assistir: poucos episódios.

Terminei a longa primeira temporada televisionada ao final de 2011, rs… foram três episódios e ao final do terceiro percebi que todos episódios seriam independentes, pois é, com a cara e a coragem assisti sem pesquisar nada sobre a série.

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Realidade e futuros tangíveis até certo ponto é o apelo que até me prenderia a assistir a série, mas a união disso com atividades rotineiras ATUAIS e situações comuns a nós fez um bolo completo. Tal união logo no primeiro episódio leva à Inglaterra em uma atualidade politico-terrorista; sequestro de pessoas significantes à nação, um pedido de resgaste completamente atípico, nojento e alcançável, e uma imprensa sem medidas para uma boa matéria. Fazer o primeiro ministro aparecer em rede nacional às 16h, – ééé…, quase perto do chá das 17h – onde todos ficam em casa e ligam suas tvs em um coito de um porco! E não tem jeito, censura não perdura sobre internet, tudo vaza e todos ficam sabendo de tudo e as emissoras correm atrás de mostrar a informação. Tudo se resolve e volta ao normal? Claro! Tudo perfeito, mas isso é o que a mídia mostra, o problema fica guardado na consciência dos envolvidos e nas relações familiares. Que primeiro episódio!

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Acreditava que o segundo episódio teria alguma relação com o primeiro, mas que nada! Um mundo surreal onde sua função é pedalar para ganhar dinheiro virtual e gastar com comida, eliminação de propaganda e/ou ingressar em um “Ídolos” para melhorar de vida se você tiver aptidão para algo. Nota-se muito da atualidade como junk foods, pop ups e pessoas alienadas. Com um roteiro embasado numa paixonite de um rapaz por uma donzela, o desenrolar se inicia lindo e acaba catastrófico, o rapaz ajuda a linda menina e sua voz maravilhosa a cantar no show de calouros ficando sem um tostão virtual; e eles a recrutam para a pornografia aliados a um suquinho mágico dopante. A frustração do rapaz nos contagia, ele pedala para recuperar todo o dinheiro, entra no show e num ato de autodestruição tenta chocar os telespectadores e consegue seu momento de fama com ganha um novo lugar para morar e um horário na televisão para falar em meio a propagandas onde ninguém ouve… Pelo menos ele mora em outro lugar!

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Confesso que comecei a gostar de assistir nesse ponto, já fui bem mais empolgado para o ultimo episodio da primeira temporada. Gostei de ver a similaridade com a vida cotidiana que o episódio trouxe um relacionamento desgastando, suspeita de traição. A saída se encontra em um ‘grão’ assim chamado o disco inserido atrás de uma orelha conectada ao nervo ótico que apenas grava tudo o que você enxerga na vida… e um controle remoto para você acessar tanto em seus próprios olhos ou na televisão da sala do seu amigo. O desenrolar é muito atraente, e o final compreensivo. Até por isso fui extremamente sucinto aqui, o melhor episódio dos três sem dúvida. Assistam!

Vamos ver o que a segunda temporada nos espera! Fica a dica para quem quer conhecer algo novo e curto; ótimo para quem não tem muito tempo!

Aguardem a próxima temporada comentada.

Bettoni.

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