Análises

Publicado em 17th junho, 2017 | by Giuseppe Turchetti

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Baywatch

Não à toa, Baywatch chega ao Brasil carregando um subtítulo exclusivamente conhecido por nós, graças a famosa série de TV homônima que passou por aqui na década de 90. Remakes de séries, tanto para a TV quanto para o cinema, não são novidades, mas Baywatch sempre teve real potencial para uma adaptação em tela grande. E é na comédia que o novo filme tenta se apoiar.

Encaixando-se no subgênero conhecido como besteirol, a adaptação tem a sorte de contar com o carisma de Dwayne “The Rock” Johnson e Zac Efron, que, além de já terem mostrado competência em outras comédias, também conseguem boa química em tela, rendendo piadas risíveis e referências saudosas. Logo nesse aspecto, porém, já temos as primeiras ressalvas quanto o humor nem tão inspirado por toda a duração do longa. Algumas cenas soam forçadas e tentam empurrar graça com situações nada convincentes ou insistindo em assuntos de cunho sexual, motivo pelo qual o filme foi classificado com a censura de 18 anos nos EUA.

O roteiro é simples e despretensioso. Os salva-vidas de Malibu são uma equipe focada em salvar a praia e seus banhistas acima de qualquer outra coisa, mesmo quando a situação se sobressai a suas funções e necessite investigações e perseguições. O tenente Mitch (The Rock) é o líder experiente junto de suas lindas assistentes que correm em câmera lenta, Stephanie (Ilfenesh Hadera) e CJ (Kelly Rohrbach), homenagem clara a série original. Já o personagem de Efron é o egoísta e problemático Matt Brody, um medalhista olímpico que deixou o esporte por problemas de comportamento e agora persegue uma vaga no grupo de salva-vidas, bem como os outros dois recrutas: a esperta Summer, vivida por Alexandra Daddario, e o gordinho atrapalhado Ronnie (Jon Bass).

Muito embora o longa esteja longe de ser um bom filme, isso não significa, necessariamente, que não se possa tirar proveito dele. Desde seus trailers e materiais de divulgação, a produção deixou clara sua pretensão em ser divertida e descompromissada. Tais características foram atingidas e o resultado final não pode ser encarado como super produção, apesar do elenco estrelado, mas como uma sátira que parte de um material original aclamado em sua época, que, entretanto, soa ridículo para os dias de hoje. Por abraçar essa honestidade e saber exatamente o nível de extravagância da proposta é que Baywatch não engana o público e entrega aquilo que foi prometido.

Com a tímida direção de Seth Gordon e participação especial de Pamela Anderson (eternizada pela série de TV), o filme ainda consegue deixar clara a intenção de se tornar uma franquia e voltar a utilizar a equipe no futuro. E potencial há, desde que não repitam as falhas que não permitem a esse remake ser algo além de apenas regular.

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Sobre o Autor

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, curso de Web Design, empregado no setor de TI como analista de suporte e desenvolvimento e colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté. Respiro o universo Geek todo o tempo. Os assuntos abordados pelo Censura Geek fazem parte da minha vida e é de grande satisfação deixar minha opinião aqui. Sou gamer desde a geração Atari, tive muitas HQs na infância, filmes e séries sempre me fizeram companhia. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!



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