Análises

Publicado em 12th maio, 2017 | by Giuseppe Turchetti

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Alien: Covenant

alien_covenant_posterDepois do sucesso estrondoso do primeiro filme da franquia Alien, em 1979, era normal pensar que as sequências viriam rapidamente em seguida. Mas não só demoraram a aparecer, como também não contaram com a presença do grande realizador da obra, o diretor Ridley Scott, que levou mais de 30 anos para retomar relações com a série, no polêmico divisor de opiniões Prometheus (2012).

Nesse cenário complicado que a franquia acabou criando, Scott anunciou Covenant, nova aventura que apesar de continuar os eventos do duvidoso Prometheus, ainda era prometido, sem trocadilhos, como o reencontro com o clima de horror espacial estabelecido no distante ano de 79. E essa tarefa não seria nada fácil, visto a distância tomada pelo anterior quanto ao protagonismo do Xenomorfo (designação científica adotada para se referir ao alienígena) na trama, evitando até a palavra alien em seu título.

A intensão do diretor, ou talvez do estúdio, em construir uma continuação-prequência acaba ficando muito evidenciada por dividir completamente o filme em dois momentos distintos. Infelizmente a divisão é desigual, deixando a maior parte do longa flertar perigosamente com as mesmas questões de Prometheus, como os questionamentos da origem humana e sobre a criação de novos seres. Os dois primeiros atos do filme são arrastados, mais voltados para ficção científica. Isso não quer dizer, porém, que o desenvolvimento da trama não contribua para a história do universo alienígena. Pelo contrário, fica incumbido a essa parte toda a explicação (questionável em relação a necessidade de sua existência) sobre a criação do Xenomorfo em sua forma mais conhecida. Claro sobretudo, fica o protagonismo de Michael Fassbender e seu personagem que retorna do longa predecessor, além de dar vida a outro sintético distinto.

aliencovenant-01

Com a importância dada ao fundo histórico das criaturas, tanto os aliens quanto os androides de Fassbender, que merece méritos pela excelente atuação, o roteiro simplesmente se desprende da necessidade de escrever outros bons personagens para a trama. Todos são rasos e desinteressantes, não fazendo diferença nem gerando impacto em suas já aguardadas mortes, servindo única e exclusivamente como recursos descartáveis.

O último ato, porém, é o destaque de toda a projeção. Nele, podemos sentir o que Scott quis dizer com se aproximar do primeiro filme, apesar de não ser exatamente como o esperado. Aqui temos o vislumbre do terror e da perseguição do Xenomorfo aos humanos, mas temos espaço até para uma cena megalomaníaca de uma luta contra o alien na parte de fora de uma nave em pleno vôo, normalmente oriunda do gênero de ação. É inegável, entretanto, que o diretor continua sabendo exatamente como filmar certas cenas da melhor maneira, caprichando também na fotografia, iluminação (ou falta dela) e design dos cenários.

Pensando-se que a intensão de Covenant era realmente superar seu anterior, pode-se dizer que Scott atingiu tal objetivo. Juntamente, conseguiu o feito que almejava de unir os conceitos de sequência e prequência, ainda que nesse caso, isso tenha custado a instabilidade do roteiro como um todo.

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Sobre o Autor

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, curso de Web Design, empregado no setor de TI como analista de suporte e desenvolvimento e colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté. Respiro o universo Geek todo o tempo. Os assuntos abordados pelo Censura Geek fazem parte da minha vida e é de grande satisfação deixar minha opinião aqui. Sou gamer desde a geração Atari, tive muitas HQs na infância, filmes e séries sempre me fizeram companhia. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!



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