Meu Malvado Favorito 3

Meu Malvado Favorito 3

Com o sucesso estrondoso dos dois primeiros filmes da franquia Meu Malvado Favorito (Despicable Me, no original), era de se esperar que muitas outras histórias fossem chegar as telonas, como o spin-off dos Minions, que apesar de mais fraco, rendeu muito dinheiro aos cofres do estúdio. E continuando a história de Gru, o ex-vilão mais carismático das animações atuais, o foco se volta ao seu passado familiar.

Apresentando Dru, irmão gêmeo de Gru, ambos dublados por Steve Carrel no original e por Leandro Hassum na versão nacional, a história do novo filme é mais introspectiva, mais contida no âmbito familiar, dando destaque também a Lucy (Kristen Wiig ou Maria Clara Gueiros) e sua jornada para se tornar uma mãe de verdade para as três pequenas filhas do marido. O vilão da história, o maldoso e saudoso Balthazar Bratt, é um adulto que se recusa a deixar sua época de criança, em que estrelava um programa de TV interpretando um menino mal. Além de ser um personagem excelente, Bratt (Trey Parker ou Evandro Mesquita) traz várias referências aos anos 80 em suas falas, vestimentas, estilo extravagante e músicas. Um prato cheio para agradar aos pais que levam os pequenos ao cinema.

O destaque do roteiro está, certamente, em desenvolver, paralelamente a história principal, algumas subtramas que dão consistência ao longa. Temos o desenrolar da relação entre Gru e Dru, o desenvolvimento materno de Lucy e as filhas, o arco do vilão e, ainda, uma trama só para os Minions que, verdade seja dita, perderam um pouco de espaço em tela em prol da maior relevância do protagonista, uma vez que os pequeninos amarelos já ganharam até uma franquia própria. Nem tudo é tão bem resolvido como deveria, com a profundidade merecida, porém, a leveza encontrada pelo roteiro é suficiente para manter o ritmo da projeção sempre agradável para o público-alvo: as crianças. Existem piadas e situações risíveis por toda a duração do filme, sem contar os já clássicos momentos de fofura protagonizados, principalmente, pelos Minions e as meninas de Gru e Lucy.

Ainda que não seja tão incrível quanto o primeiro longa e, talvez, nem melhor que o segundo, o padrão da franquia Meu Malvado Favorito é mantido com muita diversão. Não apenas isso, mas a expansão da mitologia do filme e o crescimento do universo, com novos personagens, faz desse filme uma excelente continuação, deixando entendido nos minutos finais que ainda está longe de chegar ao fim da franquia.

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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