Moana: Um Mar de Aventuras

Moana: Um Mar de Aventuras

moana_posterVindo de uma nova e excelente fase com suas animações, a Disney reafirma seu reencontro com o público dando continuidade em seu projeto de abrangência e representatividade em sua galeria de princesas. E, assim como em Frozen: Uma Aventura Congelante, Moana está longe de ser uma princesa a moda antiga.

Trazendo novamente a dupla de diretores John Musker e Ron Clements, conhecidos por A Pequena Sereia, Aladdin, Hércules, entre outros, esta é a primeira vez em que eles se jogam por completo na computação gráfica, deixando de lado a animação tradicional das obras anteriores. O resultado é um filme esteticamente incrível. As paisagens são de encher os olhos, algumas parecendo reais. Em especial a qualidade de efeitos e texturas do mar e da areia que permitem quase uma sensação tátil ao público. As cenas musicais são ricas em história e desenvolvimento dos personagens, cheias de recursos visuais e gracinhas que atraem jovens e adultos.

Buscando consertar o equilíbrio na ordem natural, abalada pelo desentendimento entre deuses e semideuses, a garota conta com a ajuda de Maui, que tem um interessante plano de fundo de redenção. Os personagens menos centrais também são carismáticos e a história é cativante, ainda que não aparente ter o mesmo apelo de fenômeno cultural, com direito a música nas rádios, como aconteceu anteriormente em Frozen.

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O grande trunfo de Moana, porém, está no roteiro limpo, simples e direto, que acrescenta muitas mensagens no subtexto. Além de trazer para a telona tantos conceitos da cultura polinésia, seu povo e seus costumes, e também mostrar suas crenças e mitologias, a verdadeira história contada é de uma menina forte, corajosa e moderna. Fica clara a intenção do filme em criar uma personagem que inspire o poder feminino e, muito mais que isso, inspire as pessoas a irem além do que enxergam, ou do que lhes é mostrado. Moana nasceu para ser quem ela quer ser, não para seguir os preceitos do patriarcado imposto por seu povo. O próprio filme demonstra uma quebra de paradigma com a palavra princesa, questionada pela menina que, no fim das contas, é sim a filha do chefe de sua aldeia, mas está longe da imagem tradicional que a Disney costumava passar em suas animações do século passado. Tão contemporânea que a protagonista não tem, em toda a projeção, um interesse romântico, contando apenas com a ajuda dos amigos que faz durante o mar de aventuras sugerido no título.

Não só inspiração para os jovens, a diversão é garantida para todas as idades. O longa tem inúmeras características cômicas, como o galinho Hei Hei, capazes de tirar risadas fáceis dos espectadores. Que a ótima fase da Walt Disney Pictures continue nos dando animações nesse nível!

5

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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