Minha Mãe é uma Peça 2

Minha Mãe é uma Peça 2

Com o enorme sucesso de público alcançado por Minha Mãe é uma Peça – O Filme, de 2013, sua continuação não deixaria de, logo, virar realidade. Três anos depois, o ator e co-roteirista Paulo Gustavo traz de volta Dona Hermínia, garantindo números incríveis logo de cara, estreando em mil salas de cinema no Brasil, se tornando a maior estreia nacional.

Seguindo pela evolução natural do roteiro proposto no primeiro filme, essa sequência eleva o patamar de relações familiares quando Dona Hermínia percebe que está chegando a hora de seus filhos saírem de casa. O contraponto de superproteção proposto pela personagem e o dever de deixar os filhos voarem com as próprias asas constrói um drama maior e mais agitado que o visto anteriormente. Além dos problemas domésticos, Hermínia ainda tem um programa de TV para apresentar e uma irmã vinda de Nova Iorque para receber. Embora essas subtramas não demonstrem relevância notória, servem de forma muito satisfatória para acrescentar ainda mais maluquices a serem superadas, rendendo bons momentos de risos.

Todo o filme é um grande mérito de Paulo Gustavo. Se as piadas funcionam e o texto se aproxima do público, a razão é logo percebida pela interpretação do ator. Já conhecemos bem tal atuação, sem inovação, mas suas falas rápidas, com sacadas atuais e baseadas em casos realmente populares são responsáveis por cativar naturalmente os espectadores que, normalmente, já sabem exatamente o que esperar desse tipo de produção. E por falar em inovação, Minha Mãe é uma Peça 2 corre o risco inerente de ser apenas uma grande repetição de seu predecessor. O estilo despreocupado, com cenários simples, roteiro raso e muito humor físico e xingamentos é eficiente em tirar algumas risadas fáceis, entretanto dá ao longa uma cara de série de TV que pode prejudicar possíveis sequências em manter um grande público fiel nas salas de projeção.

Trazendo um bom elenco de apoio que serve, basicamente, para dar mais destaque a personagem protagonista, o filme conta com participações especiais que permitem maior relação com o público alvo, como é o caso de Fátima Bernardes e, também, quase um easter egg, com a rápida presença do companheiro da vida real de Paulo Gustavo, Thales Bretas, em uma cena que se torna mais engraçada para quem compreende essa referência. Pelo que tudo indica, o roteiro ainda deixa abertura para uma possível continuação da história de Dona Hermínia. Sendo uma boa comédia, fica a torcida pelo sucesso e para que encontrem uma maneira de se reinventar e melhorar da próxima vez.

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Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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