Trolls

Trolls

A DreamWorks, estúdio que marcou seu nome com o lançamento de Shrek e, posteriormente, com sucessos menores como Madagascar e Como Treinar seu Dragão, aposta, desta vez, na graciosidade dos monstrinhos coloridos chamados de Trolls.

Visivelmente rumando em direção das crianças menores, a produção segue a receita de toda boa animação. Os personagens são fofos, os elementos são extremamente coloridos e criativos e a trama é leve, contendo o ingrediente primordial dos roteiros infantis, a superação. O propósito é claro, com aquela mensagem final para ajudar o jovem na formação do caráter: como alcançar a felicidade, afinal? Com essa pretensão, todos os objetivos são atingidos, beirando perigosamente, porém, a queda no limbo dos filmes genéricos. Não existem características suficientes para a fixação de novas figuras heroicas para serem lembradas por muito tempo pelo público, como o já citado Shrek.

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O destaque, porém, pode ser creditado ao produtor musical da animação, Justin Timberlake, que também empresta a voz (na versão original) ao trollzinho amargurado Tronco. A escolha das canções e suas inserções como parte realmente importante para o contexto, já que as criaturas têm como rotina cantar, dançar e abraçar, ajudam muito na composição da personalidade do longa, encaixando nas cenas de forma natural e tornando mais interessante o jeito de se contar a história. A ressalva fica apenas pela versão brasileira, que optou por adaptar quase todas as letras. É certo que trazer as músicas para o nosso idioma aproxima a garotada do entendimento pleno da trama, porém causa grande estranhamento aos que conhecem as originais, como a clássica True Colors e outras que, se fossem deixadas no idioma inglês, seriam identificadas mesmo pelos mais novos.

Contendo, infelizmente, algumas gracinhas que soam fora de hora, pairando um silêncio levemente constrangedor, a diversão se garante pelo roteiro simples que consegue abordar temas relacionados a amizade, autoestima, trabalho em equipe e otimismo. Ainda que falte coragem para inovar, a competente DreamWorks arrisca em uma animação segura e bem produzida que se sai muito bem como uma diversão familiar de fim de semana.

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Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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