Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek: Sem Fronteiras

star-trek-posterCom um time que começa tendo J.J. Abrams como produtor, passa por Simon Pegg roteirizando e, finalmente, chegando a Justin Lin na direção, Star Trek Beyond (nome original) nasceu destinado ao sucesso. Não havia meios de dar errado quando temos três responsáveis pelo filme que, além de competentes, são fãs da franquia que fazem.

Tomando a liberdade de se afastar da necessidade de reestabelecimento de histórias/personagens passados, caso ocorrido nos filmes anteriores de Abrams, esse novo capítulo da nave Enterprise e seus tripulantes mira o futuro, a imensidão do universo e expõe com clareza a direção a qual segue. O desconhecido, a novidade. E é partindo ao centro de uma nebulosa de espaço não mapeado que a aventura começa.

Star Trek Beyond†(2016) Left to right: Sofia Boutella (plays Jaylah) and Simon Pegg (plays Scotty)

Conhecido por outra série de filmes em que vários personagens formam uma equipe inseparável – Velozes e Furiosos – o diretor Justin Lin junta tudo que Star Trek tem de melhor. A diversidade da tripulação, a inserção de uma nova integrante, a sexualidade de Sulu (John Cho), a personalidade de cada um tendo que funcionar em conjunto com seus opostos e o tom aventuresco que acalenta os fãs. Aliás, a sensação predominante durante toda a projeção é, sem dúvidas, a de um abraço terno de uma história leve e gostosa, que envolve os expectadores em suas descobertas e imprevistos.

Se aproveitando também da ação moderna agregada a essa nova encarnação de Star Trek, Justin Lin se diverte com cenas de perseguição, disparos, fugas e naves incríveis em batalha. Todo o design do longa merece destaque, desde os efeitos práticos, maquiagem e criação das raças alienígenas, até aos efeitos de computação gráfica e cenas grandiloquentes. A escolha de um vilão totalmente novo, vivido de forma convincente por Idris Elba, possibilitou discussões diferentes e atuais. Não só as subtramas de Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto) ajudam no plano de fundo do roteiro, mas, da mesma forma, personagens inéditos adicionam camadas à história.

Star-Trek-Beyond-Idris-Elba-As-Krall

Outro fator do filme que ganha vida própria e age como mais uma protagonista é a trilha sonora. Músicas marcantes parecem vir conquistando espaço recentemente em Hollywood, mas em Star Trek: Sem Fronteiras elas são usadas de forma intrínseca ao roteiro e contribuem verdadeiramente para a trama.

Ainda que parta em rumo do desprendimento do passado, cabe a linda e sutil homenagem ao ator Leonard Nimoy, eterno Spock, falecido em 2015. A realidade se mistura naturalmente a trama, eternizando nesta versão a formação original da Enterprise.

Ao término desta jornada nas estrelas, o sentimento que fica é só um: vontade de continuar assistindo àquilo tudo. E é com essa esperança que ficamos. Que venham novas jornadas! Vida longa e próspera a Star Trek.

5

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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