Transformers: A Era da Extinção

Transformers: A Era da Extinção

Com uma franquia de três filmes de sucesso duvidoso e muito dinheiro arrecadado, Michael Bay dirige mais uma continuação dos robôs transformistas nas telas com a promessa de uma nova trilogia. Diante disso, a pergunta pertinente seria: Precisávamos de mais Transformers?

Deixando para trás o ator dos outros longas, Shia LaBeouf, seu personagem fraco e suas exuberantes namoradas, Transformers: A Era da Extinção nos apresenta Code, protagonista da vez, vivido por Mark Wahlberg. Pai solitário de uma filha adolescente (Nicola Peltz), inventor malsucedido e cheio de dívidas. A insistência de contar com dramas humanos no centro das atenções na história que deveria mostrar os problemas de uma raça de robôs alienígenas ainda é um dos maiores incômodos na obra. Outra necessidade, a de ter um rosto bonito presente na tela, demonstra a fraqueza de um enredo que precisa desviar a atenção do público. Como se beleza fosse o bastante para disfarçar até mesmo a péssima atuação de Peltz.

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Em intermináveis 165 minutos de projeção, Michael Bay faz questão de não largar atributos que assinam um filme por ele. Existem muitos momentos de câmera lenta e muitas, mas muitas explosões. Se por um lado as cambalhotas e firulas nas transformações dos robôs em carros e vice-versa estão mais sóbrias, por outro os efeitos visuais parecem mais simples que O Lado Oculto da Lua. Os novos transformers criados pelos humanos parecem virar um simples pó brilhante no ar antes de darem forma de guerra aos carros de luxo.

Como ponto alto, destaca-se a evolução na profundidade de personalidade dos alienígenas. Os Autobots ganham características mais marcantes que ajudam a diferi-los não só pela cor. Ainda assim, Bay e seu estilo megalomaníaco dão características que criam estereótipos bizarros demais até mesmo para robôs alienígenas, como um transformer com barba grande e que fuma charuto. Bumblebee e Optimus Prime fazem um papel satisfatório para a trama que, como supracitado, ainda carece de centralização dos eventos, abrindo um leque muito grande entre humanos, Autobots, Decepticons e Galvatrons, o que não ajuda na compreensão do enredo.

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A grande aposta de marketing do filme, os dinossauros robôs, tem fundamental participação criando uma dinâmica diferenciada nos combates e na ação como geral, se destacando entre explosão e outra. Uma pena não terem sido usados mais cedo, visto que ao arrastar do roteiro, o desejo de muitos é o fim do filme, esquecendo que ainda temos os Dinobots para prestigiar.

Apesar dos pesares, é certo que Wahlberg teve um domínio maior sobre o longa e conseguiu impor seu personagem, o que gerou um ganho significativo no carisma do elenco. Concebido como blockbuster, um filme comercial, Transformers: Age of Extinction, no original, atinge seus objetivos, alcança novamente altos índices de arrecadação em bilheteria e entretém o público que gostou da trilogia anterior, bem como aqueles que não se importam com mais do mesmo.

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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