12 Monkeys

12 Monkeys

Existem alguns (muitos!) filmes que sempre estão naquela listinha especial de “filmes a serem vistos”, mas por any motivos acabam sendo adiados e adiados, e nunca que conseguimos assistir. Há pelo menos uns 2 anos essa era a situação de “12 monkeys” na minha lista e quando eu terminei de assistir o filme há uns dias pensei como fiquei tanto tempo sem assistir a esse filme?

Logo na sinopse o filme já chama a atenção de quem adora ficção científica “No ano de 2035, James Cole aceita a missão de voltar ao passado para tentar decifrar um mistério envolvendo um vírus mortal que atacou grande parte da população mundial. Tomado como louco no passado, ele tenta provar sua sanidade para a médica Kathryn Railly sua única esperança de mudar o futuro.”. E se você adicionar a essa sinopse o fato de que a trama é de 1995 e conta com Bruce Willis como protagonista tem todos os ingredientes para um filme de satisfação garantida.

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Todavia, por mais que o filme em si seja ótimo, o que mais chama a atenção no longa são as atuações. Bruce Willis é sensacional no papel de Cole, o qual permeia entre um mundo de intimismo e coletividade: ao mesmo tempo em que o personagem é forçado a voltar no tempo, tem consciência da importância de seu papel, junto a isso se perde entre a vontade de ajudar a todos e construir uma vida pessoal feliz.

Esse drama interno vivido por Cole é recheado de cenas engraçadas e surreais, com um toque típico dos filmes dos ano 90. O enredo não fica atrás, o roteiro é alinear e mistura cenas de sanidade e loucura, com direito a um mocinho torto e uma mocinha forte (Madeleine Stowe), que vai se quebrando quando as descobertas vão sendo feitas. E nesse aspecto a construção de Terry Gilliam é ótima, o diretor sabe a dosagem certa entre as cenas de flashback e o uso de sombra e luz/ângulos nos cenários.

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Porém o longa não é só um roteiro de ficção científica, é visível como o filme discute questões intrínsecas à pós-modernidade em construção da década de 90. Através de metáforas o longa nos questiona sobre o modo em que a ciência é feita, até onde esta é válida e até onde a mesma nos traz mais problemas complicações, sobre o que é ou não real no mundo que construímos, sendo a discussão central o próprio ser humano e sua suposta normalidade. Apesar de ser um filme feito há mais de 10 anos, é notável como ainda não conseguimos responder nem a metade dessas questões. Mais notável ainda é o fato de que o roteiro dá conta de que não seremos capazes de descobrir isso tão cedo.

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Para completar a trama a atuação de Brad Pitt é espetacular, embora com um personagem coadjuvante, que não aparece em muitas cenas, Pitt consegue dominar a atenção de todos na pele de Jeffrey Goines, um maluco convicto cheio de ideias bem racionais.

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Se ainda ficou alguma dúvida de se o filme é bom, confira o trailer do longa, duvido que você não fique com vontade de assistir!

 

Larissa Lotufo

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