Superman – “Reevevendo” os primeiros filmes

Superman – “Reevevendo” os primeiros filmes

Olá leitores do Censura, neste tempo de espera pela estreia do novo filme do homem da cueca em cima da calça – ou Man of Steel – estou aqui para trazer para vocês alguns pequenos comentários sobre os 4 antigos e distantes filmes de Superman.

Inicialmente para quem se lembra do primeiro filme do Super, foi realmente uma marca de era para a ida do homem de aço ao cinema. O enredo que mostra rapidamente a destruição do planeta Krypton, a chegada do menininho de aço com o bingulin de fora na terra, passa pela juventude e perda do pai terráqueo, e chega a sua entrada ao mundo jornalístico ao lado de Lois Lane no Daily Planet, traz seu primeiro e eterno inimigo Lex Luthor.

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Lex tentando conquistar poder, lança dois mísseis nucleares tentando afundar o litoral da Califórnia para ficar rico com suas terras compradas no deserto que então virariam litorais. Mas como sempre seus planos são impedidos pelo Açomen voador – Superman – que consegue escapar da kriptonita apelando para o emocional da namorada de Luthor. Ainda para extrapolar os ideais de Jor El seu pai de sangue – se é que ele tem sangue mesmo ou não outro fluido – ele da umas voltinhas contrarias no planeta Terra para voltar o tempo e salvar a vida de sua amada Lois.

Este primeiro filme foi um grande espetáculo para os admiradores do super-herói e um incentivador ao norte americanismo super poderoso – afinal quem espera ser salvo pelo Zé Carioca ou menino maluquinho? – que sempre será a idéia dos EUA. Porém falando mais especificamente do filme, foi um filme realmente surpreendente e que encantou várias pessoas, com o papel principal do homem de aço sendo interpretado por Christopher Reeve – que será sempre eternizado em meu coração o jornalista bobão salvador do mundo, brinks Reeve você é super ; ) -, e também o filme ficou principalmente marcado pela sua trilha sonora, feita por John Willians, que encarnou e encarna a alma de herói em todos que a escuta até hoje – o famoso tan tan tan tan tan, TAM TAM TAM, Tan tan tan tan tan tantantantantan, ta certo que não era pra ser propaganda de empresa aérea mas com certeza isso os fará cantar, ou tentar ao menos, a musiquinha que sempre ficará em nossas cabeças.

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Analisando o segundo filme vemos a libertação de Zod e seus coleguinhas de zona fantasma, acidentalmente pela explosão de uma bomba de hidrogênio lançada pelo próprio Superman no espaço. A história mostra a chegada e dominação da Terra por Zod, enquanto o casal do ano, Lois e Clark, ficam se amassando depois de Clark fofocar seu segredo e abrir mão de seus poderes para viver mortalmente ao lado da terráquea jornalista.

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No fim, como podemos sempre esperar, ele consegue recuperar seus poderes para aniquilar o trio parada dura do espaço que estavam sendo guiados pelo maligno Lex Luthor, que no final das contas é passado pra trás até pelos 3 estrangeiros que apenas o usa para chegar a Kal El a fim de destruí-lo – Zod deixa eu te contar, aprende que um mestre de nosso planeta nos ensinou que “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.”.

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Mesmo assim o filme rendeu algumas risadas toscas e muita intriga cinematográfica, com deixada de diretor e tudo mais. Para quem não sabe fica a dica, o filme Superman 2 foi filmado por dois diretores, e Richard Donner, diretor do primeiro, não terminou o segundo filme mesmo já tendo filmado quase 80% do mesmo. Mas em 2006 ele lançou sua versão de Superman 2, Superman II: The Richard Donner Cut que reaproveitou suas cenas gravadas e cenas do filme original, pois Donner não o havia terminado. Com isso vemos grandes diferenças no enredo, mas que não fizeram do segundo filme um filme tão ruim assim. Neste filme vemos que a comédia começa a se instaurar no enredo, algo que foi muito criticado no terceiro filme da série.

Então fez-se o terceiro filme do cuecão de aço, digo assim porque foi considerado por muitos uma paródia, incrementada pela participação de Richard Pryor grande comediante da época – para quem lembra ele fez filmes como Cegos, Surdos e Loucos e também Loucos de dar nó – que entrou no papel de vilão do filme. Este filme deu muito o que falar, foi vingança de produtores , coleguismos de atores e tudo se enrolou e acabou no terceiro filme.

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O filme traz um grande conhecedor de computador, que é inocente como uma porta para não dizer outra coisa, interpretado por Richard Pryor. Ele é estimulado maleficamente por seu chefe, dono da empresa em que foi contratado para trabalhar e de onde também roubou usando seus conhecimentos hackers aprendidos em um cursinho de final de semana, para realizar invasões de computadores para se auto beneficiar. Infelizmente Superman atrapalha os planos e o chefe se vê na necessidade de acabar com o herói, então o hacker invade um satélite mega hiper super tecnológico e consegue descobrir os elementos que formam a kryptonita a fim de reproduzi-la e destruir Superman.

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O hacker ingenuo descobre as substancias mas vê que uma delas é desconhecida e então, pressionado por seu chefe, ele acaba mentindo e trocando a tal substancia por tabaco. No fim das contas Superman é exposto a Tabakryptonita e fica loucão de tudo, dando origem ao que podemos chamar de Bizarro, que foi colocado mais como uma personalidade alterada do grande homem de aço. No entanto o nosso herói enfrenta a própria personalidade e consegue novamente salvar o mundo destruindo um supercomputador inventado pelo ingenuo hacker que danificado tomava decisões por si mesmo como uma espécie de Brainiac.

O terceiro filme foi altamente criticado por sua comédia excêntrica e arrecadou nos EUA apenas 59 milhões de dólares em bilheteria que ficou no chinelo perto dos 100 milhões nos filmes anteriores. Mesmo assim ele ainda foi bem sucedido no exterior ficando como a quinta maior bilheteria do ano. Alguns podem dizer que seu maior fracasso foi por ter sido lançado no ano de outros grandes lançamentos como alguns filmes do 007 e Tubarão 3, mas na minha opinião o filme ficou muito comediado acabando com a seriedade do herói – E tudo por causa de uma bendita briga entre produção e direção.

Antes de terminar sobre este terceiro filme, fica a curiosidade que algumas bocas dizem que Margot Kidder (Lois Lane) foi colocada em apenas 5 minutos desse filme só porque criticou publicamente os produtores pelos seus atos com Donner, os produtores dizem que não foi um castigo, mas que a história de Lois e Clark deu tudo – hummm – o que tinha que dar nos dois primeiros filmes e então resolveram focar o filme entre Clark e Lana Lang (Annette O’Toole) sua paixão antiga de colégio – que futuramente no seriado Smallville a mesma atriz, Anette O`Toole, apareceria com o papel de Martha Kent, a mãe de Clark.

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Chegamos ao último e não tão aclamado filme do Superman, nestas filmagens temos Lex Luthor que foge da cadeia com ajuda de seu sobrinho, e roubando um fio de cabelo do Superman – que foi doado a um museu pelo herói – ele reproduz seu DNA. O filme explora também o desarmamento nuclear em plena era de guerra fria na qual o Super recebe uma carta de uma criança querendo o fim da guerra nuclear e para isso o cuecão de aço manda embora pro sol todas as armas nucleares existentes na terra. Porém ele não contava que Lex Luthor havia colocado em uma das armas nucleares o DNA modificado do herói que quando lançado no Sol faz nascer o então Homem Nuclear.

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O Homem Nuclear tem os mesmos poderes do herói, pois nasceu de seu próprio DNA, mas o vilão está sendo controlado pelos Luthor que mais uma vez, como todos podem saber, não acabaram se dando bem. O terceiro filme não foi também aquelas coisas de rendimento, sendo até indicado a duas indicações do Framboesa de Ouro nas categorias de pior atriz Coadjuvante para Mariel Hemingway que interpretou Lacy Warfield – filha do comprador do Planeta Diário – e também de Piores Efeitos Especiais. Mas ainda assim alegrou algumas pessoas que esperavam – com muita esperança de que seria algo melhor – o quarto filme da série.

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O filme foi um fracasso de público e crítica e considerado por muitos críticos a ovelha negra da série. Houveram muitas mudanças de direção e produção desde o primeiro filme, mas parece que nada veio para ajudar. Posteriormente – 19 anos depois – em 2006 chega o então Superman Returns que ajuda a recuperar a imagem do rapaz com a cueca vermelha por cima das calças, porem este já é um papo para outro artigo.

Espero que vocês possam ter se lembrado um pouco do antepassado cinematográfico do herói, que vem com tudo para seu novo lançamento neste mês, ou ao menos terem tido a vontade de ver os antigos filmes, seja pela curiosidade histórica ou mesmo pela curiosidade dos fracassos, e troca de direções ou até mesmo para rir um pouco com Richard Pryor no segundo filme. Minha opinião é que independente de fatos científicos ou efeitos estúpidos o Superman será sempre o Superman, não tem como não gostar de seus filmes, séries ou desenhos. Minha esperança é que esta nova história do herói conduzida por Nolan não deixe a desejar e possa seguir vitoriosa estendendo o filme a próximas versões.

Que venha Clark Kent e seus superpoderes e que Zod sinta na pele que o filho da casa dos El está aqui pela justiça e carrega em seu peito o símbolo da esperança que todos nós sempre teremos seja nele ou na capacidade do nosso planeta. Até a próxima e assistam aos filmes, sempre valerá a pena.

 

Vitor Migoto

Engenheiro, Designer e Técnico posso resumir minhas especialidades nestas três palavras. Já fui professor e hoje trabalho com desenvolvimento na área de informática além de ser membro escritor, analisador, informatizador, gameficador, sustentador, sacaneador, alegrador, e com muitas outras dor desta bodega (rs), porém não muito expressivo para o andar desta carruagem pois sou humilde =). Eu sou assim e para falar mal de mim, que sei que já estão pensando, é só mandar um e-mail para vitor@d3mdesign.com ou se quiser falar de outras coisas também fique a vontade, mas nem tantas outras coisas.

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