Star Trek também é da nova geração

Star Trek também é da nova geração

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Não entendo nada de ficção científica. Digamos que Mass Effect me “apresentou” o gênero de forma direta. A partir daí, sim, me interessei e quis saber mais a respeito de uma das categorias mais respeitadas e conhecidas do universo pop. Depois de muita pesquisa, acredito e afirmo que Star Trek é e sempre será a maior e mais estimada série Sci-Fi de todos os tempos. Embora o estilo tenha me cativado, recusei-me a imergir nesta franquia. Talvez por sua idade avançada, ou, o mais provável, porque Star Trek seja mais do que filmagens exibidas na televisão. Sim, é muito mais: um estilo de vida, uma religião. Jornada Nas Estrelas não só carrega na bagagem hordas de admiradores mas é, acima de tudo, alvo de devoção. Que chances teria eu, mera humana muito jovem, de adentrar um mundo tão complexo e ancião quanto o habitado por “trekkers” fanáticos? Nenhuma, talvez. Mas houve um homem corajoso o suficiente para atingir terreno tão sagrado: J. J. Abrams. O audacioso diretor, mundialmente famoso pela produção de Lost, gerou um novo começo – uma nova chance – para a nação de velhos e inevitáveis novos fãs.

O filme possui uma sacada genial. Abrams adota a manipulação do espaço/tempo como ponto de partida para a construção de uma realidade alternativa – uma história diferente surgiu sem que aficionado algum se machucasse. Logo aos primeiros minutos do longa somos espectadores de um combate entre uma espaçonave da Frota Estelar e a romulana Narada, guiada por Nero (Eric Bana), o vingativo vilão. Aqui já fazemos parte da viagem no tempo, berço de um novo início para os nossos heróis, Kirk e Spock.

STAR TREK

Como novata nesta viagem estelar, logo me apaixonei pelos primorosos efeitos especiais. Muitas naves e alienígenas invadem as telonas em batalhas espaciais que não economizam nos lasers e aplicações sonoras. Ah, que lindo todo aquele pew pew pew das pistolas de luz! E a dobra espacial, velocidade da luz? Detalhes que deixam quem quer que esteja assistindo com os olhos brilhando, literalmente. Mesmo que Star Trek tenha sido lançado em 2009, a narrativa original nasceu na década de 60 e com isso em mente a essência futurística da obra torna-se ainda mais fascinante. Eu não sabia o que estava perdendo.

SpockAponto como destaques do roteiro as excelentes atuações de Chris Pine no papel de Kirk e Zachary Quinto no de Spock. As piadinhas, cada vez mais frequentes no cinema, foram encaixadas no drama de forma a complementarem as personalidades dos protagonistas; os atores desempenham até mesmo as gracinhas com excelência. Os demais tripulantes da eterna U.S.S EnterpriseMcCoyUhuraChekovSuluScotty e Capitão Pike são personagens igualmente encantadores, mesmo que secundários. Nero, o vilão, também não deixa a desejar: possui uma causa, motivações que fazem de sua vingança algo compreensível. É inegável, porém, que o “Spock do futuro” tenha sido o centro das atenções, protagonizado pelo próprio Leonard Nimoy, o vulcano dos anos 60. O famoso unir de dedos também não pôde faltar, é claro, e aparece diversas vezes.

Apesar de ter afirmado não ser fã de Jornada Nas Estrelas, J. J. Abrams acertou em cheio e concebeu esta obra cinematográfica que agradou os velhos e seduziu os novos apreciadores da série. Não me descarto dessa lista. Durante o filme já percebi o quanto Star Trek influenciou toda a nossa geração. Como exemplo cito Mass Effect, meu jogo favorito, repleto de características “trekkies”. Enfim, aguardo ansiosamente por mais e mais jornadas a bordo da U.S.S. Enterprise, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

Vida longa e próspera, leitores.

Thais Soares

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