Argo – Oscar de Melhor Filme 2013

Argo – Oscar de Melhor Filme 2013

E o Oscar de Melhor Filme foi para… Argo. – É, eu sei, todos vocês já sabem disso e confesso que minha motivação para assisti-lo foi única e exclusivamente porque foi o vencedor e vou logo dizendo, assistam! Um filme dirigido e estrelado por Ben Affleck, produzido por George Clooney e Grant Heslov com roteiro de Chris Terrio não é do tipo que se deixa de assistir.

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Argo é baseado em um artigo publicado em 2007 na revista Wired escrito por Joshuah Berman que conta a história do resgate de 6 norte-americamos de terras iranianas durante a crise dos reféns de 1979. Essa operação ficou conhecida não apenas por ter sido bem sucedida, mas porque foi um sucesso em cima de um plano ridículo, suicida e inusitado. Para nos colocarmos na atmosfera de Argo é necessário nos transportarmos para revolução que tirou do poder o último Shah (rei do Irã), Mohammad Pahlavi que com a ajuda dos Estados Unidos cometeu diversas atrocidades com seu povo e colocou no poder político e religioso o líder revolucionário Khomeini – agora vamos falar do filme e esquecer um pouco da parte histórica.

O filme começa com alguns diálogos os quais dão a esperança de que esse não será um filme exaltando a astúcia e todas as qualidades dos americanos das quais Hollywood adora dar ênfase – com uma boa pitada de exagero, é claro. De fato, Argo deixa isso um pouco de lado e foca nas dificuldades que Tony Mendez (Ben Affleck) tem para convencer, primeiramente, o governo norte-americano e canadense e depois os próprios reféns de que seu plano é a única chance de tirá-los da capital iraniana em um período de caça à todos os americanos no país.

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Por ser um filme que conta um fato histórico, não temos exageros de atuação como em filmes estilo 007 e Missão Impossível, vemos um agente que não acredita 100% na probabilidade de sucesso da missão, seus conflitos com seu superior, O’Donnell (Brian Cranston) e todo o terror e tensão vividos pelos reféns em uma cidade em que suas cabeças estão a prêmio.

Um ponto bastante interessante são as gravações reais inseridas durante algumas cenas que dão uma cara mais verossímil para Argo, como por exemplo as pessoas enforcadas em ruas públicas e as multidões protestando e exigindo que os Estados Unidos extradite o Shah para que seja julgado segundo as leis islâmicas. A fotografia é bem interessante, roupas, construções e estilos característicos do Oriente Médio ambientam as cenas e dão a cara anos 80 para o filme.

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Tirando a visão tendenciosa para o lado americano, Argo se consagra pela carga histórica que carrega, tanto pelas interferências dos Estados Unidos em outros governos quanto pela força do islã e a cooperação internacional entre governos.

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Foto dos 6 reféns na Casa Branca junto com presidente Carter

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Adan Santos

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