Dishonored

Dishonored

image_dishonored-20566-2351_0005

Dishonored, um jogo de ação em primeira pessoa, tinha tudo para disputar o primeiro lugar dos títulos da categoria stealth lançados até agora. Como sempre gostei de me aventurar na pele de um protagonista furtivo, fiquei logo ansiosa para testar o game que propunha uma mistura que agradaria aos fãs de stealth, mas também aos de um bom shooter.  Sem contar com os elementos de RPG combinados com um cenário steampunk. Perfeito, pensei. Mas não foi bem assim, não.

Desenvolvido pela Arkane Studios e publicado pela Bethesda Softworks, o jogo narra a história do injustiçado Corvo Attano que, após ser acusado de um crime que não cometeu, o assassinato de Jessamine Kaldwin, a Imperatriz de Isles, percorre a fictícia cidade de Dunwall em busca de vingança. E, para saciar esse desejo, Corvo desfruta desde espadas comuns à pistolas munidas de balas explosivas e magia negra.

Menu de habilidades e itens que pode ser acessado a qualquer momento do jogo.
Menu de habilidades e itens que pode ser acessado a qualquer momento do jogo.

O cenário é realmente bem planejado: as cores, texturas e músicas transmitem com perfeição a ideia de uma sociedade vitoriana, mas avançada, características do steampunk. Mesmo a praga transmitida por ratos que devasta cada vez mais a cidade (começando pelos pobres, é claro) não a torna menos bonita e realista.

Não consigo indicar pontos negativos quanto à jogabilidade de Dishonored. Com o desenrolar da trama, o jogador tem a liberdade de escolher seus próprios meios para conquistar a vingança de Corvo. É possível montar, a partir de uma grade de talentos, magias e armamentos, estratégias bem definidas para retirar do caminho qualquer inimigo, matando-o ou não, sem que o protagonista seja sequer notado. Mas não vacile, os inimigos te notarão se você tentar se esconder em um arbusto ou algo parecido, o que não vi em outros títulos do estilo, onde qualquer sombra tornaria o herói inalcançável. Como ocorre na maioria dos RPG’s, novas habilidades podem ser conquistadas com a descoberta de itens espalhadas pelo mapa, além de podermos, também, aprimorarmos armas. Corvo se torna, assim, cada vez mais competente. Outra possibilidade é o combate direto, para quem prefere terminar o jogo em poucas horas. Fazendo uso de pistolas, granadas, armadilhas e magias, o player pode detonar os inimigos sem se preocupar com as consequências, criando combos incríveis. Mas suas escolhas atingem de forma direta o fim da história.

Combate onde pistola, magia e espada são usados simultaneamente.
Combate onde pistola, magia e espada são usados simultaneamente.

Optei por zerar o game, primeiramente, do modo menos letal possível. Somos alertados logo no início da diversão de que quanto mais mortes, mais os ratos se espalham e a praga se torna extremamente mortífera. Ok, tudo bem. O problema é que zumbis aparecem. Cidadãos de Dunwall em um estágio avançado da doença tornam-se seres desesperados e em estado de decomposição. Zumbi é a melhor definição. São, portanto, inimigos tão ameaçadores quanto os outros. Não são tão fortes, mas facilmente despertam de seu sofrimento e qualquer tiro disparado contra eles, o método que para mim foi mais eficiente, alertam aos outros personagens hostis.

Doente ou zumbi?
Doente ou zumbi?

Testei o jogo de duas formas. Em um primeiro momento não aniquilei nenhum inimigo desavisado, embora tenha optado por matar todos os “chefões”.  Senti uma satisfação tremenda, confesso, muitas das mortes são excitantes. O enredo é envolvente, e o desejo por vingança toma conta do player durante as horas gastas com Dishonored. Quando parti para a violência extrema, após ter zerado pela primeira vez, a gameplay tornou-se difícil. Zumbis apareciam por toda a parte, tornando a elaboração de uma estratégia mais trabalhosa.

Ambos os finais que conquistei me decepcionaram. Não houve emoção alguma, além de que o destino dos personagens foi todo contado em poucos minutos de uma cena simplória. Outro ponto que me deixou desprovida de qualquer tipo de sentimento pela história foram as expressões extremamente artificiais e quase robóticas dos personagens, o que ocorre com frequência.

A morte mais expressiva e satisfatória do jogo.
A morte mais expressiva e satisfatória do jogo.

A gameplay é empolgante, e a cada missão eu ficava mais ansiosa pelo fim. Por várias vezes usei o load game para conseguir o final perfeito. Mas, se assim como eu você é amante de uma trama emocionante, trabalhada e comovente, desista. Será só mais um passatempo. Não apontarei mais características (e defeitos) do enredo para evitar estragar a diversão de quem vai se arriscar.

Dishonored recebeu, em sua maioria, críticas excelentes e nota 9.2 no site IGN. Sanguinolento e viciante, é daqueles jogos bons com finais ruins, Borderlands e Mass Effect 3 são exemplos. Você vai se decepcionar quando acabar, mas não vai se arrepender.

Thais Soares

Um comentário em “Dishonored

  1. Nada mal. Boa descrição, jogo divertido com final fraco. Quem sabe em um próximo jogo tenha um final melhor. Uma pena sobre Borderlands, estou jogando e não tinha ideia que teria um final ruim.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *