Call of Duty: Black Ops II

Call of Duty: Black Ops II

Sempre que um jogo da franquia Call of Duty é lançado, muito barulho ecoa pelos sites especializados mundo afora. Seja para aclamar a chegada do shooter mais vendido da história dos games ou para criticar a fórmula já batida; a verdade é só uma: esta é a franquia de maior visibilidade atualmente.

Não é à toa que encontramos, facilmente, tanta gente, nos comentários de sites e blogs, atacando a Activision duramente pelos seus jogos repetitivos, com a mesma mecânica e gráficos ultrapassados. Esta é uma realidade que assola Call of Duty desde sua grande revolução, em COD 4: Modern Warfare e, como seria esperado, ainda está presente em Black Ops II. Muito embora os “mimimis” sejam de praxe, o que faria uma empresa mudar drasticamente a fórmula de um jogo que rende 1 bilhão de dólares em 15 dias de venda? Com tanto público comprando o game, estaria mesmo o mercado saturado dessa mesmice da série COD? Black Ops II vendeu incríveis 7,5 milhões de cópias em apenas 11 dias, dando um “headshot” nos concorrentes lançados no mesmo período e, mais que comentários de reclamação, isso mostra a competência da produtora em tornar grande “um jogo repetido”.

A grande inovação de Black Ops II, se comparado a seus antecessores da família Call of Duty, é na possibilidade de mudar o rumo da história, de acordo com suas ações, em determinados momentos do jogo. Ainda (que não pareça) com um enredo bem linear, embora alternando o presente (ano 2025) com o passado (década de 80), existem cenas em que a ação espera por comandos do jogador, com opções na tela, para terem continuidade. Nada realmente inovador no mundo dos games, mas é uma novidade bem vinda para dar mais dinâmica ao jogo.

Com uma campanha mais duradoura que a vista no primeiro capítulo, perde-se, porém, na profundidade da trama. O novo protagonista, David Mason, filho de Alex Mason (primeiro Black Ops) não convence muito com sua falta de carisma e passa longe de conquistar a atenção como seu pai e Woods fizeram. Entretanto, a perceptível queda do nível contextual não é suficiente pra estragar o título nem tirar dele o mérito de shooter com melhor enredo disparado.

Quanto à jogabilidade, também dita datada, é bem funcional. Poucas situações novas são vistas, principalmente nas cenas futuristas em que podemos controlar remotamente robôs e metralhadoras de teto com câmeras. Inclusive, há uma cena épica envolvendo um lança mísseis e um cavalo, além de aviões e outros veículos. Um novo tipo de missão somado ao todo é a chamada Strike Force, que coloca o player no controle de um batalhão com a possibilidade de dar ordens e controlar diversos soldados e robôs enquanto defendem o território de ataques inimigos. Particularmente, não vi grande vantagem, mas ajuda no prolongamento de horas jogadas. Meio a isso tudo, o gráfico apresenta a mesma qualidade de Modern Warfare 3, sendo apenas bonito e competente para o porte do jogo.

Por último, o real motivo da cifra bilionária de Black Ops II. Como era esperado, a versão multiplayer, que conta com pequenas melhorias para aumentar a diversão. Novos perks são o carro chefe das mudanças. Batalhas rápidas, fluídas, modos de combate mais competitivos e que precisam de mais cooperação da equipe também ajudam a compor este modo do game. Ao fim de cada partida, medalhas são dadas ao jogador por realizar algumas atividades, como esfaquear alguém por trás, interromper sequência de assassinatos do inimigo, entre outras. Todas essas medalhas ajudam a somar alguns pontos de experiência para subir sua patente.

Por mais que seja uma extensão da história anterior pela falta de verdadeiras inovações, o trabalho e cuidado da Activision com uma narração bem feita, elementos interligados, mapas amplos e multiplayer extremamente divertido, fazem Call of Duty: Black Ops II um game obrigatório para os amantes de uma boa guerra ou tiroteios nos games. É, sem dúvidas, uma experiência interessante que vale as horas dedicadas e ainda rende outras boas horas de guerra com os amigos no modo online.

Giuseppe Turchetti

Formado em Ciência da Computação, técnico em Informática, analista de suporte, colunista de cinema no jornal Diário de Taubaté e administrador do Censura Geek. Respiro o universo Geek todo o tempo. E ainda não conheço um fã de Batman maior que eu!

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